quarta-feira, 16 de julho de 2008

Dara procura um dono.

Sou Dara - nome provisório. Tenho porte médio, fêmea, já castrada, sadia, bonita e meiga. Tenho 7 meses e estou procurando um dono. Estou na zona norte de São Paulo. Venha me conhecer! Mande email para minha protetora Lucilia (brasil.500@ig.com.br) ou deixe comentário com seu contato.




9 comentários:

Vic disse...

Oi, tudo bem?
Agradeço sua visita e comentário no meu flog:
http://fotolog.terra.com.br/adoteumanjo

Estou linkando seu blog lá e também no blog que tenho aqui:
http://adoteumanjo.blogspot.com

Parabéns pela iniciativa!Todas as pessoas que ajudam os animais considero amigas.

Apareça lá no meu blog.

Beijo
Vic

Lady Biazinha disse...

Oie!
Sou super fã de bichos, e vou recomendar seu blog no meu, pra ajudar essas coisas fofas a acharem um lar!
^^

Beijo

Vic disse...

Bom dia,tem postagem nova lá no NOSSOS AMIGOS ANIMAIS, ficarei muito feliz se você for até lá e deixar a sua opinião.
Tenha uma semana produtiva!

Beijo
Vic

Robson Fernando disse...

Olá Sofia, boa noite.

Gostei do propósito do blog, que é procurar tutores pra animais desamparados. Entretanto, é necessário relevar que, ainda que este blog não tenha a intenção de ferir a dignidade dos animais enquanto seres com consciência e sentimentos, a palavra "dono" não é compatível essa dignidade. Dono é alguém que tem propriedade sobre algo, e quem tem dono é objeto. Animais não são objetos para serem propriedades passíveis de um dono.

São passíveis sim de terem um tutor, alguém que se preocupe com sua criação paternal (nunca sua "posse").

Para mais informações, recomendo que leia meu artigo: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/03/414859.shtml
Título: "Dono" e "posse", palavras que não combinam com os animais

Espero que não se sinta rechaçada pelo levantamento desse ponto que ainda passa imperceptível mesmo por muitos defensores dos animais.
Caso não tenha se ressentido com minha opinião, convido você a visitar meu blog, que trata de muitos assuntos relativos a conscientização, incluindo especialmente direitos dos animais:
http://conscienciaefervescente.blogspot.com

Abraços de alguém que ama os animais tanto quanto você!

Bicho Procura Dono disse...

Oi Robson Fernando.
Claro que não fico chateada, achatada, minorizada, pelo seu comentário. Acho muito pertinente sua discussão. Mas se o caso é a semântica da frase "Bicho Procura Dono", podemos ver a questão de outro viés.
A palavra "dono" vem do latim medieval dŏmĭnus, que significa senhor, Deus, dono de uma casa (domus), senhor da vida de alguém. (Ex: In capite alicujus dominari: aquele que dispõe como se deve viver; ou, Dies dominicus ou dominica, domingo, para os católicos, é o dia santo). A expressão dono, no rigor da semântica, não é sinônimo de posseiro ou proprietário.
Os vocábulos "possessio" (posse) e "possidere" (possuir) teriam origem na expressão "pedes ponere" (pôr os pés, fixar-se). Assim, posse corresponde ao império natural ou material que o homem exerce sobre a coisa. A noção de propriedade é o império "contratual" que o homem exerce sobre a coisa, só o proprietário e mais ninguém poderia dispor da coisa, pois, detinha a exclusividade de decisão, sendo para cada coisa um proprietário, estando estreitamente ligado à noção de exclusão dos direitos alheios sobre um bem material. A noção de propriedade surge principalmente a partir da fixação do homem à terra, e em segundo momento, ao seu "cercamento", excluindo outros de transitar dentro destes limites.Posse e propriedade têm a vontade do homem e a coisa submetida a esta vontade. A diferença é que a propriedade, agora nos termos “modernos e liberais de propriedade” tem proteção jurídica desta vontade sobre a coisa. A manifestação exterior de ambas é idêntica, pois a proteção jurídica é invisível, abstrata. De acordo com Fontinha (SD, p.1814), Tutor vem do latim “tutorem”, aquele que tem autoridade conferida pela lei para cuidar, proteger, defender, amparar, dirigir e supervisionar o indivíduo. Segundo Fontinha, tutoria como método nasceu no século XV nas universidades com o objetivo de dar uma orientação religiosa aos universitários, difundindo a fé e a conduta moral.
Dentro do contexto de uma relação gente-cachorro, e principalmente no meio urbano, a palavra tutoria remete a uma forma muito distante da possibilidade real. O bicho precisa mais que orientação e supervisão, onde prevemos assim um certo grau de independência em relação ao seu tutor. Ele precisa se submeter a um ser humano que lhe dê comida e abrigo, coisa que não consegue sozinho no meio urbano – o cachorro domesticado deixou de ser o caçador e coletor. Além do mais, na cidade as regras que valem são as humanas, onde o animal perde sua liberdade territorial e de decisão.
A partir desta reflexão, acabo por reafirmar que o termo “Bicho Procura Dono” é mais adequado para a necessidade dos animaizinhos que queremos ajudar. Ele precisa de uma condição amanhã. E esta condição é a de estar com algum dono carinhoso e atencioso.
Igualmente, e muito sinceramente, não quis lhe retrucar. Apenas o seu comentário me despertou esta reflexão. Concordo com o artigo que você publicou no CMI. Mas o objetivo do blog precisa ser achar um dono para a criaturinha carente.
Será que estou equivocada?
Abraços!! Agradecida pelo coments!

Robson Fernando disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Robson Fernando disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Robson Fernando disse...

(corrigindo uma parte do comentário que excluí acima)

Respeito sua posição, mas reitero (ou introduzo) as posições de que:

- não há essa preocupação com a etimologia raiz das duas palavras na sociedade: a palavra "dono" realmente é descrita como sinônimo de "proprietário" comumente
- as palavras "dono", "proprietário" e "posse" possuem em inglês o mesmo radical OWN (dono = owner; proprietário = owner; posse = ownership) (essa parte eu não tinha incluído no artigo, por vacilo meu)
- é considerado um absurdo quando uma pessoa se diz ser dona de uma criança deficiente mental portadora de dependência perpétua.

Além do mais, vi uma vulnerabilidade grave num trecho de sua resposta de modo que alguém poderia, com uma modificação nele, elaborar essa tese:

"Dentro do contexto de uma relação adultos sadios->deficientes mentais, a palavra tutoria remete a uma forma muito distante da possibilidade real. O deficiente precisa mais que orientação e supervisão, onde prevemos assim um certo grau de independência em relação ao seu tutor. Ele precisa se submeter a um ser humano que lhe dê comida e abrigo, coisa que não consegue sozinho – o deficiente mental não tem condições de adquirir uma vida independente. Além do mais, na cidade as regras que valem são as humanas, perante as quais o deficiente não tem condições de alcançar liberdade e poder de decisão."

Sei que pouco dessa modificação é questionável (apenas o dizer da "tutoria como realidade distante"), mas justificar com ela o uso das palavras "dono" e "posse" para tutores de deficientes mentais adotados seria um rasgante absurdo.

Espero que entenda meu ponto de vista. Não é que eu esteja julgando você como "especista", mas convém perceber que esse ponto de vista sobre "dono" e "posse" em relação a animais se torna um indesejado diferenciador entre os animais humanos e os não-humanos.

bjos

Bicho Procura Dono disse...

Oi Robson Fernando.
A sua linha de argumentação vai muito próxima das teses de um autor que gosto e concordo. Talvez você já conheça, mas, se não, acho que vai gostar: Peter Singer, em Libertação Animal.
Abraço!